Começo a abordagem do tema com um pensamento de Seth Godin, autor do livro “O Melhor do Mundo”:

“Eis o problema do gradual: ele é crônico, traiçoeiro e sutil. As pessoas estão acima do peso? Eu sei como chegaram lá: uma batata frita de cada vez. Não poluímos os rios em uma semana. Isso é resultado de anos de despejo de substâncias químicas. Sua empresa não contratou 30, 100 ou 1.000 funcionários desmotivados de uma vez. Levou anos para isso. O problema das coisas que acontecem gradualmente é que só percebemos o dano depois que ele se torna extremo. E o que ocorre quando nos damos conta dele? Entramos em pânico e concentramos todos os nossos esforços na busca por uma solução rápida. Mas a questão central é que não se conquista uma medalha de ouro olímpica com algumas semanas de treinamento intensivo; uma ópera não se torna uma sensação da noite para o dia. Cada empresa de sucesso, cada marca de sucesso, cada carreira de sucesso foi construída exatamente da mesma maneira: tijolo por tijolo, passo a passo. Se um elemento de uma empresa melhora um pouquinho todos os dias, a organização se torna imbatível.”

Se você se encontrou lendo esse pensamento ou associou a algo negativo que está acontecendo em sua empresa, pode ter certeza que a situação só se tornou um problema porque foi acontecendo gradualmente!

E por que deixamos isso acontecer?

  • Será porque nos acomodamos facilmente com as rotinas diárias e não gostamos de sair da zona de conforto?
  •  Ou não temos medo de mudanças, mas sim de ter que mudar a si mesmo?

O sucesso, assim como o fracasso, são consequências de uma somatória de atitudes e ações ao longo do tempo.

E como então tentar garantir o sucesso e evitar o fracasso?

No Brasil é muito comum encontrarmos pequenas e médias empresas sem uma preocupação constante em antecipar as necessidades futuras de seus clientes e acompanhar as tendências do mercado, ou seja, planejam muito em curto prazo e esquecem o médio e longo prazo. O que também geralmente acontece é que a diretoria, os gestores e os líderes se acomodam quando a situação da empresa está muito positiva e acham que esses resultados positivos vão durar para sempre.

Muitas dessas empresas esperam algum dano importante acontecer para admitir a sua real situação e acabam por tomar decisões estratégicas agressivas para evitar a falência. Esse tipo de situação acaba gerando grandes mudanças repentinas que por consequência podem gerar também frustrações e traumas na equipe.

O ideal então não é fazer mudanças bruscas, mas sim fazer atualizações constantes, iguais as que fazemos nos sistemas de computadores, por exemplo. Criar uma cultura de modificações pequenas e frequentes, que gerem sustentabilidade ao negócio.

Uma empresa só pode ser considerada resiliente se promove as mudanças necessárias para alcançar o seu propósito e mantê-lo sustentável. Em estratégia, ser resiliente é focar e saber antecipar as necessidades e descobrir competências que fará a empresa sempre alcançar os seus objetivos.

E aí sua empresa pode ser considerada então resiliente? Já pensou nisso? 

Referência: “Adapte-se ou Morra”, Fast Company.